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AÇÚCAR X ADOÇANTES

 AÇÚCAR X ADOÇANTES ( ESPECIALMENTE ASPARTAME)

 Açúcar branco:

É o açúcar totalmente refinado obtido principalmente da cana de açúcar. No processo de refinamento há remoção completa de todos os nutrientes contidos na cana, sendo assim  ele é rapidamente digerido, absorvido provocando um rápido aumento dos níveis de glicose e alta deposição de gordura nas células. A primeira sensação com o consumo de açúcar é aumento da energia e bem estar, mas da mesma forma que o aumento da glicose é rápido a queda se dá da mesma maneira. Os sintomas de hipoglicemia podem ocorrer de 1,5 horas até 2 horas depois do consumo de açúcar e envolve: queda dos níveis de energia, fraqueza, falta de concentração, depressão, ansiedade, irritabilidade, sudorese, dores de cabeça  e tremor nas mãos.  Isso é muito freqüente acontecer e ser a causa daquela sonolência que dá depois das refeições, especialmente se consumiu muito carboidrato ou açúcar na mesma.  A hipoglicemia também estimula novamente a fome, característica comum daqueles que consomem muito açúcar e carboidratos, a fome precoce logo depois de terem comido.

Alem da carência de nutriente para o açúcar ser metabolizado ele rouba do organismo cromo, selênio, magnésio e zinco envolvidos em múltiplas reações orgânicas como o controle sobre a própria vontade de carboidratos, favorece cambras, osteoporose, cólicas menstruais e redução da imunidade. Aliás, o açúcar hoje é um grande depressor do sistema imunológico e não deve ser consumido por aqueles que já tem redução da imunidade: indivíduos com herpes de repetição,  problemas de cândida, HIV, infecções recorrentes de garganta, ouvido, etc.

Açúcar mascavo e mel: são mais saudáveis do ponto de vista nutricional por conterem mais nutrientes, mas também provocam as oscilações desagradáveis na glicose e favorecem o ganho de peso.

Edulcorantes artificiais: O pior deles, e o que está mais relacionado a efeitos colaterais indesejáveis é o aspartame.

Aspartame: O aspartame é uma neurotoxina, ou seja, uma droga que destrói o sistema nervoso e o cérebro, porque provoca a sua excitabilidade.

 Sua molécula tem três componentes: o ácido aspártico, a fenilalanina e o metanol.

 Ácido aspártico ( 40% do aspartame) – é um aminoácido excitatorio, que mata células nervosas porque permite a entrada de muito cálcio dentro das células nervosas, aumentando a producao de muitos radicais livres que mata as células. É considerada uma excitotoxina. O mesmo acontece com a ingestão do acido glutâmico (99% da molécula de glutamato monossódico). Logo após a ingestao de aspartame há altíssimos níveis de neurotransmissores em varias partes do cérebro.  O cérebro, embora dotado de mecanismos de defesa, permite a entrada destas substancias. 75% das células cerebrais são mortas antes mesmo de que algum tipo de sintoma clinico se manifeste.

 Fenilalanina ( 50% do aspartame): a fenilalanina é um aminoácido que não consegue ser bem metabolizado por fenilcetonuricos.  Mesmo quem não é fenilcetonurico, em vigência de consumo muito acentuado de aspartame tem níveis excessivos de fenilalanina no cérebro.  Isto causa redução dos níveis de serotonina no cérebro, levando a desordens emocionais como depressão.  Este acumulo é particularmente perigoso para crianças e fetos. Facilita a ocorrência de ataques epiléticos e bloqueia a produção de serotonina, que é uma das substâncias existentes no cérebro para regular o sono. Níveis baixos de serotonina, além de insônia, provocam depressão, angústia e alterações no humor.

 Metanol ( 10% aspartame): O metanol na sua forma livre é liberada do aspartame quando aquecido acima de 30oC (isto acontece quando há um acondicionamento inapropriado ou quando aquecido). O metanol é quebrado em ácido fórmico e formaldeido pelo organismo, ambos tóxicos especialmente para o cerebro. O formaldeído também é uma neurotoxina de ação cancerígena e faz parte do mesmo grupo das drogas como cianeto e arsênico.  1 litro de uma bebida adoçada com aspartame contem 56mg de metanol.  O problema mais conhecido advindo com o excesso de metanol são problemas visuais como visão turma, lesão na retina e até cegueira.  O formaldeído é um conhecido um carcinógeno que interfere na replicação do DNA e causa defeitos no nascimento.

Diketopiperazine ( DKP): é um subproduto do metabolismo do aspartame, implicado na ocorrência de tumores cerebrais. Também está implicada em pólipos uterinos e na alteração do colesterol.

 Sabidamente, devido aos efeitos estudados dos seus componentes o aspartame pode provocar:

 

  • Reações alérgicas alimentares
  • Dores de cabeça, enxaquecas
  • Náusea
  • Diabetes (O aspartame em indivíduos diabéticos pode favorecer as complicações como neuropatia, retinopatia, catarata e pode provocar mal controle glicêmico em quem faz tratamento)
  • Espasmos musculares
  • Depressão
  • Ganho de peso    
  • Perda de audição
  • Irritabilidade
  • Taquicardia
  • Convulsão e epilepsia
  • Alterações endócrinas como aumento de cortisol e prolactina.
  • Dores articulares
  • Doenças auto- imunes
  • Degeneração cerebral – envelhecimento ( perda de memória).
  • Algumas desordens também podem ser disparadas ou pioradas com seu uso crônico como doenças degenerativas (Parkinson, Alzheimer, retardo mental), fibromialgia, diabetes, tumores cerebrais, esclerose múltipla e lúpus.

 OBS: O aspartame é principalmente tóxico se pensarmos na sua exposição durante a gestaçao, pois o cérebro da criança em formação consegue captar 5x mais este adoçante do que nos adultos e podem ter lesoes no sistema nervoso.

Embora muito disponíveis em produtos industrializados os edulcorantes artificiais devem ser desencorajados. Isto não se refere a quantidade propriamente  consumida estar ultrapassando os limites estabelecidos, pelo contrario, todos os adoçantes artificiais como o aspartame, ciclamato e sacarina tem seus limites diários regulamentados pela ANVISA e dificilmente a gente atinge estes níveis através do consumo diário. Não se trata disto, estamos falando de substâncias sintéticas que não se conhece, ou em muitos casos, já se conhece efeitos deletérios relacionados, inclusive o ganho de peso. Não significa que se eu não atingir a quantidade máxima regulamentada para um adoçante seu uso seja seguro para mim.  Cada pessoa tem um nível de tolerância a uma determinada substancia e pode sofrer as conseqüências dela mais precocemente.  Não é a toa que desde 2008 a ANVISA publicou uma resolução para limitar a quantidade de ciclamato e sacarina nos produtos industrializados (praticamente caiu à metade a quantidade que pode ser adicionada aos produtos). Ambas as substancias já foram banidas do Canadá e EUA desde a década de 70, mas o seu uso ainda era considerado  isento de efeitos colaterais aqui no brasil.  Tudo partiu de estudos em animais (camundongos) mostrando maior risco de desenvolvimento de tumor de bexiga.  As empresas agora tem 3 anos para se adequarem as novas regras.  O ciclamato e sacarina também por conterem altos níveis de sódio sãocontra-indicados pela OMS para indivíduos hipertensos e com problemas renais.

Lemos as bulas de todas as drogas (remédios) que ingerimos, mas não temos a opção de consultar a bula dos adoçantes, drogas artificiais como qualquer remédio!

As pesquisas apontam que os brasileiros são os maiores consumidores mundiais de adoçantes.

Minha recomendação diante da necessidade de consumir adoçantes é procurar usar a stevia (o edulcorante mais natural) ou rodiziar os tipos de adoçante, para não haver o excesso de consumo de nenhum deles.

Esteviosídeo: o seu poder adoçante pode ser 300 vezes superior à sacarose. Não contêm calorias. Extraído da planta Stevia rebaudiana, planta nativa da américa do sul.  Uma vez que a stevia é uma planta ela contem outras propriedades que complementam o seu poder adoçante. Estudos apontam o seu poder em suprimir o crescimento bacteriano nos dentes, regula a pressão arterial, tem poder diurético e de regular os níveis de açúcar no sangue. Não houve ainda efeitos colaterais associados, por isso deve sempre que possível ser o edulcorante de escolha. O seu sabor doce não é afetado pelo aquecimento então pode ser utilizada em chas e outras bebidas, alem do preparo de sobremesas em substituição ao açúcar. Existem diferentes marcas de estevia no mercado, cada uma com um sabor diferente. Alguns produtos oferecem a stevia associado a outros adoçantes (ex: ciclamato e sacarina) enquanto outros oferecem a stevia pura, sempre sendo esta a melhor opção.

Adoçantes engordam!

O consumo de muitos alimentos contendo adoçantes artificiais deve ser desencorajado, pois não contem valor nutricional e são considerados toxinas.

Eu sou contra o seu uso diário a partir de 4 explicações, que chamei de teorias:

1-        A teoria tóxica: não recomendo, pois são substancias sintéticas. O nosso organismo não foi preparado geneticamente para o recebimento destas substancias e  no meu entendimento esta é uma das causas que acentuam ainda mais a obesidade. O local preferido para o acumulo de toxinas (como os adoçantes) é o tecido de gordura e quanto maior é este deposito maior é a dificuldade de gastar a gordura ali estocada, tornando o emagrecimento mais difícil. O principal órgão responsável por eliminar estes resíduos tóxicos é o fígado e o mesmo precisa de mais de 20 tipos diferentes de nutrientes para funcionar. Hoje o que as pessoas estão fazendo?  Consumindo muitos alimentos diet/light (ou seja, alimentos industrializados cheios de componentes químicos, e com baixo valor nutricional). Assim elas se intoxicam mais e têm menos nutrientes para se desintoxicar, continuando cada vez mais ganhando peso. Essas toxinas além de se acumular no seu tecido de gordura podem interferir com o funcionamento da tireóide responsável pelo nosso metabolismo, interferem com o nosso apetite, desregulando o mecanismo de fome e saciedade, podem interferir com a maneira com que “queimamos” os alimentos e obtemos mais energia a partir deles e isso nos deixa mais cansados e menos dispostos a atividade física.

 2- A teoria psicológica: inevitavelmente ao ter um consumo grande de alimentos diet e light os pacientes acabam se permitindo comer maior quantidade de alimentos, visto que já estão fazendo outras restrições.

3 – A teoria metabólica: o organismo não tem mecanismos satisfatórios para distinguir o que é açúcar do que é adoçantes, simplesmente ao se deparar com o sabor doce ele pode estimular a produção de insulina. Sabemos que quanto mais insulina for produzida pelo pâncreas, maiores são as chances de deposito de gordura corporal, sobretudo no abdômen.

4 – A teoria absortiva: o nosso intestino possui receptores para o sabor doce, assim como a nossa língua. Os adoçantes conseguem sensibilizar estes receptores no intestino que aumentam a absorção de glicose e estimulam a produção de insulina, desta forma aumentando o acumulo de gordura no tecido adiposo.  Este mecanismo já foi identificado acontecer com alguns adoçantes artificiais. O ideal é utilizar o mínimo de adoçante que puder ( de preferência a stevia pura) e alternar com açúcar mascavo ou orgânico e mel, quando preciso.  A sucralose ( Linea)  eu indico de maneira esporádica quando não há aceitação por exemplo da stevia .

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About Isabella Correia

Dra. Isabella Correia é graduada na Universidade Metodista Bennett e possui quatro Pós-graduações: Nutrição Clínica; Nutrição Funcional; Nutrição Ortomolecular e Nutrigenômica e ainda em Nutrição Esportiva Funcional. Ela atende em Ipanema e cuida da nutrição do casal fit.

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